Última atualização:

25/12/2012, 17:15


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A Ilha do Doutor Moreau

H. G. Wells


A história começa com o naufrágio do navio onde viajava um cavalheiro de classe alta chamado Prendick. Ele é resgatado do mar por outra embarcação e é revivido por um médico chamado Montgomery. Ele explica a Prendick que eles estão se dirigindo a uma ilha sem nome onde eles trabalham, e que os animais a bordo do navio estão viajando com ele. Prendick também conhece um nativo grotesco e bestial chamado M’ling, que parece ser o criado de Montgomery.

No entanto, quando eles chegam à ilha, tanto o capitão quanto o Dr. Moreau se recusam a acolhê-lo. A tripulação o coloca de volta no bote salva-vidas onde ele tinha sido encontrado. Ao ver que o navio realmente irá abandoná-lo, os ilhéus ficam com pena e acabam voltando para abrigá-lo.

Montgomery o apresenta ao Dr. Moreau, um homem frio e preciso que conduz as pesquisas científicas na ilha. Depois de descarregarem os animais do navio, eles decidem alojar Prendick na sala exterior do cercado onde vivem. Prendick se mostra excessivamente curioso sobre o que exatamente Moreau está pesquisando na ilha, especialmente depois que ele tranca o acesso ao interior do cercado sem dizer o motivo. Subitamente, Prendick lembra de ter ouvido falar de Moreau, que tinha sido um famoso fisiologista em Londres antes de um jornalista publicar histórias sobre suas experiências horripilantes com vivissecção.

No dia seguinte, Moreau começa a trabalhar num puma, e os gritos angustiantes do animal fazem com que Prendick se afaste, entrando na selva. Enquanto ele vagueia sem rumo, ele se depara com um grupo de pessoas que parecem humanas mas têm uma semelhança inconfundível com porcos. Ao caminhar de volta para o cercado, ele repentinamente percebe que estava sendo seguido. Prendick entra em pânico e foge, sendo perseguido por algo. Numa tentativa desesperada de se defender, ele consegue deixar seu perseguidor tonto, e descobre que ele era um híbrido monstruoso de homem e animal. Quanto retorna ao cercado, ele interroga Montgomery, que se recusa a dar explicações. Prendick finalmente desiste e adormece.

Prendick acorda de manhã pensando nos acontecimentos da véspera. Ele percebe que a porta interna estava destrancada e entra. Prendick encontra uma forma humanoide deitada numa mesa, coberta por ataduras. Ele conclui que Moreau estava fazendo vivissecção em humanos e que ele será a próxima vítima dele. Apavorado, Prendick foge para a selva, onde ele encontra um homem-macaco, que o leva para uma colônia de criaturas meio humanas e meio animais. O líder delas, uma grande coisa cinzenta chamada Orador da Lei, o obriga a recitar uma estranha litania chamada de Lei, que envolve proibições contra comportamento bestial e exaltações por Moreau. Subitamente, Moreau chega na colônia e Prendick foge novamente para a selva. Ele ruma para o mar, preferindo se afogar a permitir que Moreau faça experiências com ele.

Prendick é interceptado por Moreau e Montgomery e os dois dão explicações a ele. Moreau revela que as criaturas, chamadas de Povo Animal, são animais que ele tinha operado para parecerem com seres humanos. Prendick volta ao cercado, onde Moreau conta a ele que estava há onze anos na ilha, buscando realizar uma transformação completa de animal para homem. Prendick aceita a explicação e começa a vida na ilha.

Certo dia, quando ele e Montgomery estão andando ao redor da ilha, eles encontram um coelho meio devorado. Como uma das mais fortes proibições da Lei é comer carne e provar sangue, isso deixa Montgomery e Moreau muito preocupados. Moreau convoca uma assembleia do Povo Animal . Ele conclui que o transgressor era o homem-leopardo, o mesmo que perseguira Prendick quando ele andava pela primeira vez na selva. O homem-leopardo foge e o grupo o persegue. Quando ele é encurralado num pequeno matagal, Prendick fica com pena dele e o mata a tiros, poupando-o de voltar para a mesa de operações de Moreau. Moreau fica furioso, mas nada pode fazer.

À medida que o tempo passa, Prendick começa a se tornar insensível às figuras grotescas do Povo Animal, e sua vida fica estagnada. Certo dia, as coisas mudam repentinamente. O puma consegue se livrar das suas correntes e foge do cercado. Moreau o persegue, mas os dois acabam se matando.

Montgomery desmorona e, após se embriagar bastante, decide compartilhar sua bebida com o Povo Animal. Prendick tenta impedi-lo, mas Montgomery o ameaça e sai do cercado com uma garrafa na mão. Mais tarde, Prendick ouve um grande tumulto. Ele corre para fora do cercado e percebe que Montgomery parece estar envolvido em alguma briga com o Povo Animal. Ele morre na frente de Prendick, que agora é o único humano na ilha. Ele não reclama a posição de Moreau para si, e tenta estabelecer uma convivência pacífica com o Povo Animal, enquanto constrói uma jangada para deixar a ilha. Por sorte, certo dia encalha na praia um bote com dois cadáveres. Prendick se livra dos corpos, conseguir provisões e parte na manhã seguinte.

Ele é resgatado por um navio três dias depois, mas, ao tentar contar sua história, ninguém acredita. Para evitar ser chamado de louco, Prendick finge ter perdido a memória do último ano, desde seu primeiro naufrágio. Ele acaba sendo levado de volta para a a Inglaterra.

A história termina com Prendick sentindo-se desconfortável entre outras pessoas, pois sofre do medo irracional de que todas sejam do Povo Animal, prontos a cometerem atos de violência. Seu único consolo é viver solitariamente estudando química e astronomia, encontrando paz nos corpos celestes.