Última atualização:

11/06/2009, 22:13


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No décimo ano da Guerra de Tróia, Crisos, sacerdote de Apolo, tenta resgatar sua filha Criseida, que tinha sido aprisionada durante um ataque por Agamenon, comandante supremo dos aqueus. Quando Agamenon trata rudemente o sacerdote e recusa o resgate, Apolo se enfurece e envia a peste para os aqueus. O profeta aqueu Calcas identifica corretamente a causa do problema e sugere mandar a garota de volta com presentes para Apolo. Agamenon exige ser compensado pela perda de Criseida, mas Aquiles, o maior dos guerreiros aqueus, se opõe. Os dois homens discutem violentamente. Agamenon diz que retomará Briseida, uma mulher capturada que tinha sido dada a Aquiles como prêmio pelo seu valor. Tremendamente desonrado, Aquiles retorna aos seus navios e se recusa a combater. Agamenon cumpre sua palavra, retirando Briseida de Aquiles e devolvendo a filha de Crisos ao pai. Aquiles pede à sua mãe, a deusa Tétis, que convença Zeus, o rei dos deuses, a trazer desgraças para os aqueus enquanto ele, Aquiles, não for apaziguado e voltar a lutar. Zeus deve favores a Tétis e atende ao seu pedido.

Com Aquiles fora do caminho, Heitor, o campeão dos troianos, empurra os aqueus de volta aos seus navios atracados na praia. Os aqueus erguem barricadas, mas anseiam pela presença do seu principal guerreiro. A pedido dos comandantes aqueus, Agamenon manda uma embaixada a Aquiles para pedir que ele volte a lutar. Agamenon oferece prêmios valiosos, mas Aquiles recusa a oferta e permanece afastado do combate.

As barricadas dos aqueus são rompidas e muitos dos maiores guerreiros aqueus sobreviventes são feridos. Pátroclo, o amado companheiro de Aquiles, implora que ele faça alguma coisa para ajudar seus colegas soldados. Ele pede permissão para vestir a armadura de Aquiles, para que os troianos pensem que ele tinha voltado. Aquiles aceita o pedido, mas avisa Pátroclo para voltar tão logo ele tenha afugentado os troianos para longe dos navios. Pátroclo expulsa os troianos de volta às muralhas da cidade, mas Heitor o mata ali com a ajuda de Apolo. Heitor arranca a armadura dele e a veste; os aqueus têm dificuldade para conseguir salvar o corpo de Pátroclo da mutilação.

Aquiles fica transtornado de tristeza e de fúria. Tétis o avisa que, caso ele mate Heitor, ele também morrerá em pouco tempo. Aquiles aceita sua própria vida como preço para a vingança. Ele se reconcilia com Agamenon e, através da sua mãe, ele recebe uma nova armadura feita por Hefestos, o ferreiro dos deuses. Aquiles ataca violentamente, matando troianos à esquerda e à direita, destruindo o exército troiano praticamente sozinho. Ele encontra Heitor, persegue-o ao redor da cidade e o mata com facilidade. Aquiles amarra o cadáver de Heitor à sua carruagem e dá várias voltas ao redor da cidade de Tróia, para que todos os troianos possam ver o corpo do seu campeão ser horrivelmente mutilado.

Aquiles retorna ao acampamento aqueu, onde ele oferece jogos funerários magníficos em honra de Pátroclo. Ele continua a abusar do cadáver de Heitor. Zeus envia Tétis para dizer a Aquiles que ele tem que aceitar o resgate que Príamo, rei de Tróia e pai de Heitor, irá oferecer pelo corpo do seu filho. O próprio Príamo vem ver Aquiles, o homem que tinha matado tantos dos seus filhos. Subitamente, Aquiles se lembra do seu próprio pai, o qual, como Príamo, sobreviverá ao seu filho mais amado. Ele compreende o que tinha feito e sua tristeza e sua fúria dão lugar à compaixão. Ele devolve o cadáver e oferece uma trégua para que os troianos possam enterrar Heitor. Com a palavra de Aquiles como sua garantia, os troianos levam onze dias para dar a Heitor um velório e um funeral adequados. A história termina com uma visão clara do futuro. Aquiles não viverá para ver a queda de Tróia, mas a cidade está condenada. Todos serão massacrados, exceto um punhado de pessoas, e a cidade será varrida da face da Terra.