Última atualização:

28/07/2009, 19:15


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Viagem ao Centro da Terra

Jules Verne


O Professor Lindenbrock descobre num livro antigo um pergaminho com uma mensagem codificada. Após logo tempo, ele consegue decifrá-lo, com a ajuda do seu sobrinho Axel. O pergaminho fora escrito por Arne Saknussemm, um cientista e explorador islandês, e dizia ser possível uma espantosa viagem ao centro da Terra. O Professor se entusiasma e decide realizar a viagem. Colocando de lado as preocupações de Axel sobre a temperatura no interior da Terra, o Professor insiste em que seu sobrinho o acompanhe na viagem. Após reunir os equipamentos necessários, os dois partem dois dias mais tarde para a Islândia, onde está o ponto de partida da sua viagem: o Monte Sneffels, um vulcão extinto onde se localiza a entrada para o centro da Terra.

Com o islandês Hans como seu guia, o grupo inicia a dura escalada da montanha, parando ao longo do caminho para descansar nas casas dos islandeses. Durante esses contatos, eles aprendem bastante sobre a cultura local. Após atingirem o topo da montanha, os três descem pela cratera. Após vários dias, eles conseguem definir qual das três chaminés é a que eles podem utilizar para sua descida. Ajudados pelo conhecimento de Hans sobre o uso das cordas, eles descem quase dois quilômetros no primeiro dia. O Professor explica que eles agora estão no nível do mar, e que a verdadeira aventura está apenas começando.

No fundo da chaminé, eles se deparam com quatro caminhos que podem ser seguidos, e o Professor rapidamente escolhe um deles. Depois de caminharem vários dias e ficarem quase sem água, eles descobrem que estão num beco sem saída e precisam retroceder. Finalmente, eles chegam à encruzilhada. Axel desmaia e supõe que eles irão retornar à superfície. Embora o Professor esteja preocupado com seu sobrinho, ele pede por mais um dia para acharem água antes de abandonar a expedição. Os três seguem por um caminho diferente e logo encontram água, graças a Hans.

Dias mais tarde, eles encontram uma passagem praticamente vertical, através da qual eles descem a cerca de trinta quilômetros abaixo da superfície. Continuando a descer rapidamente, Axel segue à frente dos demais e descobre estar sozinho. Em desespero, ele retrocede no seu caminho, mas logo está irremediavelmente perdido. Após quatro dias de muito sofrimento, ele finalmente se reencontra com seu tio e com Hans.

Enquanto Axel está se recuperando, ele ouve o som de ondas e acha que vê luz à distância. De fato, os três chegaram a uma vasta extensão subterrânea de água, à qual chamam de Mar Central. Explorando a área ao redor do mar, os viajantes encontram o que parece ser uma floresta, mas na verdade são cogumelos com quinze metros de altura. O Professor explica ao surpreso Axel como é possível que plantas sobrevivam embaixo da terra. Eles continuam a explorar as redondezas, achando ossos de mastodontes e outras evidências de plantas e vida animal.

O Professor decide que eles precisam cruzar o oceano para continuar sua descida rumo ao centro da Terra. O habilidoso Hans amarra troncos de madeira fossilizada pelo mar e constrói uma jangada, equipando-a com um mastro e um leme. Os três zarpam na embarcação improvisada e se surpreendem com a velocidade que conseguem no mar. Axel é encarregado de manter um registro fiel das suas observações. Ele lança um anzol e logo pesca um peixe de uma espécie extinta há muito tempo no mundo da superfície. Axel sonha acordado sobre grandes plantas e animais, visualizando a evolução da Terra e de seus habitantes.

O Professor se impacienta porque o mar é muito mais largo do que ele esperava e eles não estão mais descendo. Tentando descobrir a profundidade do mar, o Professor ata uma barra de ferro a uma corda e a lança pela borda da jangada. A corda vai até duzentas braças de profundidade e, ao ser puxada de volta, a barra mostra marcas que parecem ser de dentes. Dias mais tarde, dois grandes monstros vêm à tona, lutam e quase inundam a jangada antes de desaparecerem na distância. Mais tarde, os três avistam o que pensam ser outro monstro gigante, mas descobrem ser uma ilha com um gêiser de água fervente. Axel sugere que deve existir ali alguma fonte interna de calor, mas o Professor se recusa a ouvir qualquer coisa que refute sua própria teoria.

Na manhã seguinte, desaba uma tremenda tempestade que se prolonga por vários dias. Os exploradores amarram os equipamentos e a si mesmos à jangada para evitar serem lançados ao mar. Uma bola de fogo salta dentro da embarcação, destrói a vela e o mastro e os ameaça com seu poder elétrico.

Finalmente, a jangada é lançada numa costa rochosa no meio da tempestade, e Hans carrega Axel para um lugar seguro. Quando a tempestade amaina, eles descobrem, para seu desânimo, que tinham sido lançados de volta para a mesma praia de onde tinham partido. O Professor fica enfurecido e insiste em repetir a travessia marítima. Enquanto Hans repara a jangada, o Professor e Axel vão explorar a área, pois eles não tinham voltado para exatamente o mesmo ponto do litoral. Os dois encontram imensas conchas, com até cinco metros de comprimento, e se deparam com um grande campo de ossos. Axel acha que os ossos podem conter exemplares de toda a história da vida animal. O Professor fica deliciado ao encontrar um crânio humano. Axel compartilha o entusiasmo do seu tio, pois sabe da importância do seu achado para a Ciência, que debatia na época justamente a possibilidade do Homem ser muito mais antigo do que se imaginava. Mais tarde, os dois homens encontram diversos esqueletos e imaginam se estes ossos tinham vindo parar ali por alguma razão desconhecida ou se aqueles seres sempre tinham vivido sob a terra.

Continuando suas explorações, eles chegam a uma bela floresta de samambaias e pinheiros incolores. Eles avistam animais enormes e vêem um ser humano com quatro metros de altura à distância. Com medo de serem vistos pelo gigante, eles se afastam dali com muitas questões sobre a origem do Homem. Enquanto eles refazem o caminho até a praia, Axel avista uma adaga enferrujada. O Professor examina a arma e conclui que ela datava do século XVI. Ele acha que provavelmente ela tinha sido utilizada para gravar alguma inscrição nas pedras. Logo eles encontram as letras "A.S." entalhadas ao lado da entrada de um túnel escuro e sombrio. Os dois deduzem que este tinha sido o caminho seguido por Arne Saknussemm e seguem pela passagem. No entanto, em pouco tempo eles chegam a uma barreira de granito sólido, que parece ter desmoronado recentemente.

Os três decidem abrir seu caminho pelo túnel usando explosivos. Eles preparam a carga e se retiram para a jangada. A explosão é terrível e abre uma fenda profunda, que parece estar engolindo o Mar Central. Eles são lançados para o fundo da jangada e são levados pelas águas. Axel calcula que a velocidade da jangada seja de pelo menos cento e cinqüenta quilômetro por hora, enquanto são arrastados para o fundo, na escuridão do centro da Terra. Sua queda é interrompida bruscamente pelo que parece ser um enorme jato de água.

Enquanto Axel sonha meio acordado, ele imagina que a jangada tinha tocado em terra e que ele estava numa pequena caverna. Um monstro, metade tubarão e metade crocodilo, e um grande macaco se dirigem para ele, param ao avistar um ao outro e se envolvem num furioso combate. Quando o sobrevivente se lança na direção de Axel, ele acorda e descobre que ainda está na jangada. No entanto, agora ela está subindo, pois a água abaixo da jangada está sendo empurrada por uma estreita chaminé. Axel sente-se devorado pela fome, mas a temperatura crescente da chaminé se torna sua principal preocupação. Logo, o grupo descobre que o líquido sob a jangada está fervendo. O Professor explica que uma erupção vulcânica está prestes a acontecer, e eles estão no topo do fluxo de lava que se move velozmente para a superfície.

Axel desperta para encontrar Hans segurando-o no lado de fora de uma montanha. Os três tinham sido cuspidos para longe por um vulcão e sobreviveram, sem ficar muito feridos. Enquanto descem a montanha, eles descobrem com um jovem pastor que estão na ilha de Stromboli, na Itália. Depois de várias peripécias e muita incredulidade, os exploradores voltam para Alemanha, onde são tratados como heróis e as façanhas do Professor Lindenbrock ganham o devido reconhecimento.